Corte de funcionários da Eletrobras trará economia de R$ 1 bi por ano
O diretor financeiro e de relações com investidores da Eletrobras, Armando Casado, afirmou ontem que o programa de incentivo ao desligamento (PID) de funcionários vai trazer uma redução de custo anual de R$ 1 bilhão para a companhia. Segundo ele, a iniciativa, que tem desembolso estimado de R$ 1,755 bilhão, terá um "payback" (retorno) em 18 meses. No balanço do segundo trimestre deste ano, a Eletrobras fez uma provisão para pagamento do PID de R$ 1,228 bilhão. Segundo Casado, o PID não permite mais desistências por parte dos funcionários inscritos. A companhia prevê desligar 4,378 mil empregados por meio do programa. O executivo participou de teleconferência para comentar no balanço do segundo trimestre. A empresa teve lucro líquido consolidado de R$ 164 milhões no segundo trimestre, uma queda de 87,8% na comparação anual, em resultado favorecido por variação cambial e que reflete provisão para o programa de desligamento de funcionários. GREVE – No último mês, quase 90% dos funcionários da companhia aderiram a uma paralisação, reivindicando correção dos salários, com a reposição da inflação (6,49%) e ganho real, além de tickets refeição. De acordo com a Fenatema (Federação Nacional dos Trabalhadores de Energia, Água e Meio Ambiente) o governo não fez nenhuma contraproposta e ainda sugeriu que a categoria voltasse ao trabalho para que a situação pudesse ser resolvida. Na época, Miguel Colasuonno, diretor da Eletrobras, afirmou que a empresa fez oito contrapropostas, mas que um aumento de salário seria inviável. Nenhuma das propostas foi aceita.