Confiança do comércio atinge maior nível desde julho de 2014

O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) da Fundação Getulio Vargas avançou 0,2 ponto em janeiro. Significa que passou para 95,1 pontos, maior nível desde julho de 2014 (95,4). Em médias móveis trimestrais, o índice subiu pelo quinto mês consecutivo (0,9 ponto).
"A alta do ICOM em janeiro foi influenciada pela melhora dos indicadores que medem a satisfação com a situação atual, que vem sendo sustentada por fatores como a inflação baixa, a recuperação gradual do mercado de trabalho e a evolução da confiança dos consumidores. A queda pontual das expectativas sugere ainda certa cautela em relação aos meses seguintes, mostrando que a recuperação deve continuar ocorrendo de maneira gradual neste primeiro trimestre", avalia Rodolpho Tobler, coordenador da Sondagem do Comércio da FGV IBRE.
A alta do ICOM em janeiro ocorreu em 11 dos 13 segmentos pesquisados e foi determinada pela melhora no Índice de Situação Atual (ISA-COM), que avançou 2,4 pontos, atingindo 88 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE-COM) caiu 2 pontos no mês, para 102,4 pontos. Mesmo com a queda, foi a primeira vez desde janeiro de 2014 que o índice permanece três meses consecutivos na região do otimismo (acima dos 100 pontos).
EMPREGO NO COMÉRCIO – A melhora recente do ICOM também foi observada no Indicador de Expectativas com o Total de Pessoal Ocupado no Comércio. Considerando-se médias móveis trimestrais, em janeiro de 2018, a proporção de empresas prevendo aumentar o quadro de pessoal ocupado nos três meses seguintes ficou em 15,5%, enquanto a das que preveem reduzi-lo, ficou em 11,2%.
No mesmo período do ano passado, esses percentuais haviam sido de 9,7% e 17%, respectivamente. O resultado pontual de janeiro é ainda mais expressivo: neste mês, 19,1% das empresas preveem aumentar o pessoal ocupado e 12,5%, reduzi-lo. A diferença entre as parcelas extremas de resposta é a maior desde novembro de 2014.