Tráfico de pessoas visa a exploração sexual, extração de órgãos, a adoção ilegal

CURITIBA – A Secretaria de Justiça, Trabalho e Direitos Humanos do Paraná participa da organização do Seminário de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas para Fins de Trabalho Escravo e Exploração Sexual, realizado plea Polícia Rodoviária Federal. O evento será realizado nos dias 30 e 31 de julho.
“Esse é um tema de extrema relevância e que precisa ser debatido. Foi apresentado na ONU um relatório que afirma existirem 370 mil trabalhadores em condições análogas à escravidão no Brasil”, explicou o secretário Elias Gandour Thomé.
O trabalho escravo é um dos objetivos mais comuns do tráfico de pessoas. O tráfico visa, ainda, a exploração sexual, a extração de órgãos, a adoção ilegal, o casamento forçado, entre outros. A Secretaria de Estado da Justiça é responsável pelo Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (NETP). “Temos trabalhado muito nesse sentido e aumentamos de 10 para 65 o número de casos acompanhados pelo NETP”, comentou o secretário.
DIA DE COMBATE – 30 de julho é instituído o dia de combate ao tráfico de pessoas. Segundo o último relatório divulgado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodoc), em 2016, existia um total de 63,2 mil pessoas vítimas de tráfico.
Os dados do relatório foram coletados entre os anos de 2012 e 2014 em 106 países e territórios.
Ainda segundo o mesmo relatório, na América Latina eram quase seis mil vítimas de tráfico, sendo que três mil casos foram registrados só no Brasil.
“Estamos trabalhando também em um protocolo de intenções para que possamos ter números mais claros sobre tráfico de pessoas. E só assim conseguiremos combater esse crime”, relata Elias Thomé.