Blitz é mais eficaz que teste para detectar drogas, diz ministro

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, minimizou hoje a importância para a prevenção de acidentes de trânsito dos novos testes de detecção de drogas ilícitas adotados pela Polícia Militar de São Paulo.
A fiscalização na capital começou anteontem a utilizar um equipamento que permite detectar se o motorista consumiu entorpecentes.
O teste de imunoensaio detecta, por meio de anticorpos presentes na saliva, se o motorista usou cocaína, maconha, anfetamina, heroína, entre outras drogas, antes de assumir o volante. O resultado é obtido em cerca de dez minutos.
"Mais importante que equipamentos é a blitz", disse ele, em visita à concentração do bloco carnavalesco Galo da Madrugada, em Recife (PE).
"O que inibe o consumo do álcool e das drogas pelos motoristas são as blitze", declarou Padilha.
Segundo ele, Pernambuco, Brasília e Rio de Janeiro, localidades que mais reduziram os acidentes em 2012, foram também os que mais fiscalizações realizaram.
"A lei seca já prevê que alterações visíveis de comportamento, mesmo que não detectados por equipamentos, podem servir de prova se registradas em imagens, por exemplo", disse o ministro.
Segundo o governo de São Paulo, o critério utilizado na fiscalização é o de "tolerância zero", assim como já acontece no caso das bebidas alcoólicas. O motorista que for flagrado poderá ser multado e preso. O valor da multa é o mesmo do aplicado no caso do condutor estar alcoolizado, ou seja, R$ 1.915,40.
Resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) em vigor desde o dia 29 de janeiro reduziu pela metade o nível de álcool tolerado no teste do bafômetro. A regra também baixou para zero a tolerância no exame de sangue.
Antes da nova regulamentação, o limite do bafômetro era de 0,1 mg/l (miligrama de álcool por litro de ar). A partir disso, o motorista era multado. Agora o limite caiu para 0,05 mg/l.
Segundo o governo, 5.185 pessoas morreram em acidente de trânsito no ano passado em todo o Estado.